Brasil bate recorde e exporta 3,37 milhões de toneladas

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O Brasil exportou o volume recorde de 3,37 milhões de toneladas de algodão no ano comercial 2025/26, encerrado em julho, e consolidou-se como o maior fornecedor mundial da fibra. Os embarques cresceram 19% em relação ao ciclo anterior e geraram receita equivalente a aproximadamente R$ 27,4 bilhões.

Os dados são da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa). Foi a primeira vez que o país superou a marca de 3 milhões de toneladas exportadas em um único ano comercial. Na temporada anterior, as vendas externas haviam alcançado 2,84 milhões de toneladas.

O avanço brasileiro torna-se ainda mais expressivo quando comparado aos resultados dos últimos quatro anos. As exportações passaram de 1,45 milhão de toneladas em 2022/23 para 2,68 milhões em 2023/24, 2,84 milhões em 2024/25 e 3,37 milhões de toneladas no ciclo recém-encerrado.

A China permaneceu como o principal destino da pluma brasileira, com a compra de 770,5 mil toneladas entre agosto de 2025 e julho deste ano. O volume correspondeu a aproximadamente 23% de todo o algodão exportado pelo Brasil e representou crescimento de 309,2 mil toneladas sobre a temporada anterior.

Bangladesh também ampliou as compras em 173,2 mil toneladas. Turquia, Paquistão, Vietnã e Índia permaneceram entre os principais mercados, reduzindo a dependência brasileira de um único comprador e ampliando a presença da fibra nacional na indústria têxtil mundial.

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“O Brasil conquistou escala, competitividade e confiança do mercado internacional. Mais do que comemorar um recorde, precisamos olhar para o que ele representa: o país se consolidou como um fornecedor estratégico de algodão para a indústria têxtil mundial”, afirmou o presidente da Abrapa, Gustavo Piccoli.

A expansão das exportações ocorre enquanto os produtores avançam na retirada da nova produção das lavouras. A colheita alcançou 59,6% da área cultivada até o dia 14 de agosto, segundo o acompanhamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Na semana anterior, 43,7% dos campos haviam sido colhidos.

O ritmo supera os 48,9% registrados no mesmo período de 2025, mas ainda está abaixo da média de 64,5% dos últimos cinco anos. Maranhão e Piauí lideram os trabalhos, com 84% da área colhida, seguidos por Mato Grosso do Sul e Goiás, ambos com 77%.

Mato Grosso, maior produtor nacional, havia colhido 58,7% da área. Minas Gerais chegou a 58%, enquanto a Bahia alcançou 56%. O tempo seco favoreceu a abertura uniforme dos capulhos e a entrada das máquinas em Mato Grosso, mas chuvas interromperam temporariamente os trabalhos em áreas de Mato Grosso do Sul.

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As condições climáticas nesta fase são importantes para preservar a qualidade da pluma. A ocorrência de chuva depois da abertura dos capulhos pode elevar a umidade, provocar perda de qualidade e dificultar a operação das colhedoras.

Para a temporada 2026/27, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima que o Brasil continuará como maior exportador mundial, com embarques próximos de 3,33 milhões de toneladas. Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com previsão de 2,68 milhões.

O Brasil deverá produzir 3,97 milhões de toneladas de algodão e permanecer como o terceiro maior produtor mundial, atrás de China e Índia. A liderança brasileira nas exportações ocorre porque chineses e indianos destinam parcela maior de suas safras ao abastecimento de suas próprias indústrias.

Fonte: Pensar Agro

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