Proposta altera enquadramento dos gastos com hospitais universitários

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O Projeto de Lei Complementar (PLP) 72/24, já aprovado pelo Senado, inclui as despesas de custeio e de investimento em hospitais universitários federais no cálculo do gasto mínimo constitucional com a Saúde.

O texto, agora em análise na Câmara dos Deputados, altera a Lei Complementar 141/12, que trata dos valores mínimos a serem aplicados pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios em ações e serviços de saúde.

Segundo o autor da proposta, senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), a ideia é diminuir a burocracia nos repasses a hospitais universitários. Assim, o texto:

  • inclui como despesas com ações e serviços públicos de saúde aquelas referentes a custeio e investimento em hospitais universitários, inclusive por meio de entidade pública responsável pela administração da unidade, desde que aprovadas pelo Ministério da Saúde;
  • exclui do cálculo do gasto federal mínimo constitucional em saúde, que representa 15% da receita corrente líquida da União, as despesas com remuneração de pessoal ativo e inativo dos hospitais universitários; e
  • determina que o repasse dos recursos para custeio e investimento em hospitais universitários federais, inclusive os destinados por emendas parlamentares, poderá ser realizado por meio de descentralização de créditos orçamentários do Fundo Nacional de Saúde (FNS).
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“Essas mudanças darão segurança jurídica para que o Ministério da Saúde destine recursos discricionários ou de emendas parlamentares para os hospitais universitários”, afirmou Veneziano Vital do Rêgo ao apresentar a proposta.

Atualmente, continuou o senador, os hospitais universitários somam mais de 50 unidades distribuídas por 24 estados e pelo Distrito Federal, que desempenham papel relevante na rede de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS).

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Já foi aprovada a urgência para análise pelo Plenário.

Da Reportagem/RM
Edição – Rachel Librelon
Com informações da Agência Senado

Fonte: Câmara dos Deputados

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