Com a chegada do feriado de Carnaval, milhares de foliões ocupam ruas, praças e espaços públicos em todo o país. A festa, marcada pela alegria e pela criatividade, também costuma gerar um aumento significativo na produção de resíduos. Para evitar impactos ambientais e incentivar práticas responsáveis durante o período, o Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), coordenado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), e o Núcleo de Sustentabilidade do Poder Judiciário de Mato Grosso reforçam orientações simples, mas essenciais, para quem quer curtir sem deixar prejuízos ao planeta.
A gestora-geral do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen, lembra que pequenas atitudes individuais fazem grande diferença no coletivo. “O Carnaval é um momento de celebração, mas também de responsabilidade. Quando cada folião cuida do seu resíduo, evita desperdícios e faz escolhas conscientes, toda a cidade ganha”, destaca.
Um dos exemplos é o uso de glitter, que é feito de microplásticos que contaminam rios e solos. A alternativa é optar por versões biodegradáveis ou substituir o brilho por tintas corporais naturais. “A fantasia não precisa gerar resíduos. Reaproveitar peças, trocar com amigos ou usar materiais recicláveis é uma forma criativa de reduzir impactos”, explica Jaqueline.
Durante os blocos, o volume de embalagens aumenta consideravelmente. A orientação é simples: sempre que possível, utilize copos reutilizáveis e descarte latas e garrafas em pontos de coleta. “O descarte correto mantém os espaços limpos e fortalece o trabalho das cooperativas de reciclagem, que dependem desses materiais para gerar renda”, reforça a gestora.
O acúmulo de resíduos nas vias públicas entope bueiros, aumenta o risco de enchentes e prejudica a fauna urbana. Jogar lixo no chão, além de ser infração, compromete a saúde coletiva. Portanto, um gesto simples, como guardar o próprio lixo até encontrar um local adequado para o descarte, é essencial.
Além disso, pilhas, baterias de adereços luminosos, sprays de espuma e frascos de aerossol não devem ser descartados em lixeiras comuns. Eles precisam de destinação específica, pois contêm substâncias tóxicas, e devem ser encaminhados a ecopontos ou locais de logística reversa. Essa medida evita a contaminação do solo e da água.
Hidratação e transporte
O consumo de água é essencial durante a folia, mas o uso excessivo de garrafas descartáveis pode ser evitado. Priorize garrafas reutilizáveis e recarregue-as sempre que possível.
Além disso, opte por transporte coletivo, bicicleta ou caronas para reduzir emissões de poluentes, diminuir o consumo de combustível e ajudar a desafogar o trânsito nas áreas de festa. Sempre busque alternativas que favoreçam o fluxo urbano e diminuam o impacto ambiental. “Sustentabilidade também é pensar na mobilidade urbana e no impacto que nossas escolhas geram no ambiente”, lembra Jaqueline.
E o cuidado com o meio ambiente vai além: árvores, jardins, bancos, monumentos e demais estruturas urbanas devem ser preservados. Durante a folia, evite danificá-los. Não pise em áreas verdes e não utilize mobiliário público para fins inadequados. Isso garante espaços mais seguros e bem conservados. Também é preciso prestar atenção à utilização correta de banheiros públicos ou dos sanitários disponibilizados durante os eventos. Essa medida evita a contaminação de vias, reduz odores e mantém o ambiente urbano adequado para circulação. “A higiene pública depende da colaboração de todos”, complementa a gestora.
Cesima e Núcleo de Sustentabilidade
O Cesima e o Núcleo de Sustentabilidade têm atuado de forma integrada para promover educação ambiental, incentivar boas práticas e fortalecer a governança socioambiental no Judiciário. As ações incluem campanhas de conscientização, capacitações e projetos como o ReciclaJUD, que ampliam o alcance das políticas de sustentabilidade.
“Nosso compromisso é estimular uma cultura ambiental permanente, que ultrapasse os muros do Tribunal e alcance a sociedade. O Carnaval é uma excelente oportunidade para reforçar que responsabilidade ambiental e diversão podem — e devem — caminhar juntas”, afirma Jaqueline.
Autor: Lígia Saito
Fotografo:
Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT
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