CORRUPÇÃO NA SAÚDE

Uma servidora da Secretaria de Sáúde de Sinop também foi presa

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O ex-secretário Municipal de Saúde de Cuiabá, Célio Rodrigues da Silva, é um dos alvos da operação deflagrada pela Polícia Judiciária Civil (PJC) na manhã desta quinta-feira (19), através da Delegacia de Combate à Corrupção (Deccor) tendo como alvo a Secretaria Municipal de Sáude de Sinop (500 km de Cuiabá). O advogado dele, Hugo Florêncio de Castilho, também é investigado e foi preso em Cuiabá no Condomínio Alphaville 2, em Cuiabá. A investigação busca detalhar um esquema de fraude na Saúde da Prefeitura de Sinop. Célio Rodrigues é considerado foragido. 

Além da cidade do Norte do Estado, mandados estão sendo cumpridos em São Paulo e Cuiabá. Durante as diligências também foi presa uma servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Sinop, identificada preliminarmente como Elisângela. 

A operação apura um esquema relacionado à terceirização do sistema de saúde pública em Sinop e servidores do alto escalão da Prefeitura comandada pelo prefeito Roberto Dorner (Republicanos) estariam envolvidos nos desvios milionários. As fraudes vieram à tona após a morte da pequena Manuelle Tecchio, de apenas 3 anos, ocorrida no dia 8 de março deste ano.

Manuelle, que é sobrinha do apresentador e jornalista Wésllen Teccio, morreu após dar entrada na unidade com tosse seca e três horas depois teve quatro paradas cardíacas e morreu. Na ocasião, o vereador Mario Sugizaki (Podemos) afirmou, durante uma sessão da Câmara Municipal de Sinop, que Célio seria o verdadeiro dono da empresa Vida e Sorriso Clínica Médica Odontológica, empresa responsável por fazer a gestão da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) onde a criança morreu.

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A empresa  Vida e Sorriso Clínica Médica e Odontológica, que fazia a gestão das unidades de saúde de Sinop está registrada no nome de Hugo Florêncio de Castilho, advogado de Célio Rodrigues da Silva. Os profissionais contratados pela empresa são apontados como responsáveis pela morte de Manuela. O vereador apontou, na ocasião, que a terceirizada não estaria cumprindo o contrato, apresentando inclusive deficiência no quadro profissional.

De acordo com o legislador, durante uma CPI aberta para investigar o Instituto Social Saúde Resgate a Vida, realizada pelos vereadores em 2022, foi descoberto que o instituto possuía um contrato de R$ 2,5 milhões com o município. No entanto, recebia mais de R$ 4 milhões. Ao abrir a CPI, o contrato foi anulado e deu lugar ao Instituto de Gestão de Políticas Públicas (IGPP) que contratou a empresa Vida e Sorriso Clínica Médica Odontológica, que teria ligações com Célio Rodrigues.

O vereador detalhou que, nesse período de contratação, mais três Unidades Básicas de Saúdes (UBS) passaram a ser atendidas pelo IGPP. Contudo, segundo ele, há falta de profissionais da saúde e odontologia nesses locais. Ainda segundo o parlamentar, anteriormente todos os médicos tinham que fazer notas de prestação de serviços para o ISSRV, mas com a gestão do IGPP os serviços eram feitos por outra empresa, a Medclin, com um contrato de R$ 2,5 milhões.

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Célio Rodrigues foi preso na Operação Hypnos, em fevereiro, pela Polícia Civil, através da Delegacia de Combate a Corrupção (Decor) em nova operação de combate às fraudes e corrupção na Saúde pública de Cuiabá. Em outubro de 2021, Célio chegou a ser preso pela Polícia Federal na “Operação Cupincha” suspeito dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Á época, a PF apontou que um grupo ligado ao ex-secretário faturou ilegalmente cerca de R$ 100 milhões entre 2019 e 2021 na saúde de Cuiabá.

Por: LEONARDO HEITOR

Fonte: Folha Max

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