Siga-nos nas redes sociais:

PROPINEIROS... A JUSTIÇA VEM

06/09/2017 - 20:05:44

Quando falei na 25ª sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Sinop, que me sentia triste por estar naquela ocasião em um Tribunal de exceção não imagina que a comprovação viria de forma tão rápida.

Por toda imprensa mato-grossense eclodiu nos últimos dias uma lista destacando os nomes de vários beneficiários de PROPINAS do governo Sinval Barbosa e entre ele o primeiro secretário do Poder Legislativo de Sinop.

A injustiça, Senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem, cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade, promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas.

E nessa destruição geral de nossas instituições, a maior de todas as ruínas, Senhores, é a ruína do parlamento, do senso de justiça e da própria justiça, colaborada pela ação dos homens públicos, pelos interesses ocultos de nossos edis. 

E nesse esboroamento da justiça, a mais grave de todas as ruínas é a falta de penalidade aos PROPINEIROS, sanguessugas da merenda escolar, dos medicamentos básicos, etc, é a falta de punição quando se aponta um crime que envolve um nome poderoso, apontado, indicado, que todos conhecem.

“Todos têm notícia da corrupção que comandou e comanda o Estado, que sangra os cofres do nosso município com SUBORNOS, PROPINAS, NEPOTISMO, ESQUEMAS DE TODA SORTE. Todos conhecem que o suborno e o furto são crimes de cadeia. Todos vêem o que tirando o alheio, para subornar, se junta com o suborno do furto. Ninguém ignorará, pois, que subtraindo valores dos cofres públicos para corromper, se cai, a um tempo, em corrupção e litrocínio. 

Na publicidade, lado a lado com os grandes órgãos onde se guarda a herança do pudor, o sagrado fogo de Vesta, abriram-se as casas de mancebia política, teúda e manteúda com o dinheiro público, donde saem à praça, tais quais messalinas transfiguradas, no carnaval, em gênios, anjos e deidades, as mais feias culpas do governo, engalanadas, com as mais finas joias da palavra, em atos meritórios e rasgos exemplares. 

É a corrupção das consciências, exercida, não à penumbra das alcovas, como os vícios pudendos, nos alcoices, pelos libertinos, mas à luz da publicidade, justamente com aliciação da publicidade e em prostituição da publicidade. Todo o mundo conhece, nomeia, censura os que compram e os que vendem. 

Mas o abuso passa a uso, a ignomínia se torna em gala, a condescendência acaba, afinal, por envolver com os honestos e limpos os prostituidores e prostituídos e o exemplo ficou escancarado na promoção de caravana a aquela sessão, paga com dinheiro público com a mancebia de prostituidores e prostituídos.

A corrupção gravemente perniciosa é a que assume o carácter subagudo, crônico, impalpável, poupando cuidadosamente a legalidade, mas sentindo-se em toda a parte por uma espécie de impressão olfativa, e insinuando-se penetrantemente por ação fisiológica no organismo, onde vai determinar diáteses, irremediáveis.

Tenho consciência que serei perseguido, processado, mas escrever é a arma que garante minha liberdade e de todas as liberdades, a do pensamento é a maior e a mais alta. Dela decorrem todas as demais. Sem ela todas as demais deixam mutilada a personalidade humana, asfixiada a sociedade, entregue à corrupção.

O poder Legislativo de Sinop não poderá salvar sua reputação com os abafos, capuzes e mantilhas da corrupção encapotada.

A obsessão dos nossos edis e a sua moral está em se incrustarem, de todo modo, nas posições, donde agenciam a sua fortuna, traindo o povo com o exercício da mentira habitual e da prostituição convencida. E isso há de ser a perdição deles. 

A nossa lei, pelo contrário, e a nossa idéia constante é desprezar as situações onde não se ganhe a prosperidade senão a expensas da vergonha, e, praticar a todo o transe a intransigência no culto da verdade, na guerra à corrupção. E daqui esperamos a salvação para nós, como para a nossa terra. Tudo porque eles não crêem no Deus da verdade, que é o único Deus; e nós pomos nesse Deus toda a confiança.

Ele nos fará Justiça, Ele derrubará todos esses “MOINHOS DE VENTOS”.

Fonte: DOM QUIXOTE

Veja tambem