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Pré-candidato a deputado, policial federal apoia Bolsonaro e defende acesso a armas

Rafael Ranalli diz que o acesso às armas é muito subjetivo e defende adoção apenas de critérios objetivos 07/12/2017 - 10:56:29

gente da Polícia Federal, Rafael Ranalli tem 39 anos e nasceu no Paraná. Vive em Mato Grosso há mais de 30 anos. Toda formação escolar se deu na Capital: estudou em lugares para lá de cuiabanos, como o Liceu e a Escola Militar Tiradentes. Formou-se em jornalismo pela Universidade Federal de Mato Grosso e direito pelo Instituto Cuiabano de Ensino e Cultura (ICEC). Recentemente, filiou-se ao recém-criado partido Patriota (antigo Partido Ecológico Nacional (PEN)) e decidiu apoiar Jair Bolsonaro para presidente, além de lançar-se como pré-candidato a deputado federal para as eleições do ano que vem. Tem apoio do sindicato de sua categoria no Estado e afirma que compartilha de muitas das ideias do hoje deputado federal carioca conhecido pelas polêmicas em que vive se metendo com um discurso duro na mídia e ríspido com seus interlocutores, sejam eles jornalistas, cidadãos comuns ou colegas de parlamento. Ranalli, entretanto, fala de maneira calma, pausada e articuladamente e não se exalta nem mesmo nas perguntas mais incisivas. Parece acreditar mesmo em um caminho de recomeço na política, “temos que renovar tudo, inclusive o Congresso” e “ele (Bolsonaro) é isolado por isso, como quem presta vai ter apoio dos que não prestam?”, foram frases ditas e repetidas ao longo da entrevista concedida ao RDNEWS 

O senhor diz apoiar Bolsonaro para presidente porque ele vai melhorar o país. Como é que ele poderá fazer isso?

Eu apoio por conta das visões dele, a visão conservadora no comportamento e liberal na economia. A partir do momento que ele diz que vai montar uma equipe de governo sem atentar para o toma lá, dá cá, apenas pela qualificação das pessoas. Isso eu apoio, entendeu? A visão também de ser contra corrupção de linha dura, de honestidade, nem precisa falar, até porque eu sou policial federal, né? Porque temos que estancar neste país, neste primeiro momento, essa corrupção, desvio de dinheiro é o primeiro passo. Só o tanto que tem de dinheiro roubado desviado já vai criar uma economia absurda.

Não é exagero compará-lo com Superman, como está num adesivo em seu perfil no Facebook?

Aí é como a população enxerga. A população é quem tem que ser consultada. Na verdade as pessoas procuram algo novo, algo diferente, estão cansadas, tanto que o apoio ao Bolsonaro é independente, ele não se declara herói nem se declara salvador, mas é difícil controlar o anseio das pessoas, tanto que ele tem cerca de mil outdoors e nenhum ele pagou nem pediu para colocar. É uma visão da população para ele. Assim como chamam Moro de Super Moro. 

Acervo Pessoal

Rafael Ranalli

Presidenciável Jair Bolsonaro com  policial federal Rafael Ranalli, pré-candidato a deputado

Discurso incisivo anticorrupção não foi o que também levou o PT ao poder?

A grande diferença é que o PT é um governo sociocomunista e o Bolsonaro caminha para a linha da direita. Inclusive não tem neste país partido de direita, e o partido está se adequando para receber ele, um partido mais liberal, mais enxuto. O PT quando entrou, entrou com a falácia da anticorrupção, mas vimos em 13 anos o que aconteceu. 

Como confiar que o Patriota não vai fazer o mesmo (esquemas de propina, financiamento ilegal de campanhas e todo o resto) para se manter no poder assim que lá chegar?

Eu acho que tem que analisar a história. Realmente, só vamos poder saber tudo depois que entrar em funcionamento. Só que a gente nunca elegeu ninguém com viés de direita no Brasil. Se lembrar todos os governos de regime militar, o viés foi sempre socialista: Fernando Henrique, Lula, Dilma... Nunca houve o viés de direita, por isso penso que temos que arriscar sim, porque é o oposto do que tem hoje. O povo amadureceu, logo, se não estiver bom, sai também. Não pode defender como time de futebol ou religião, entendeu? Não é assim. Vamos testar. É o diferente? É diferente sim, tanto que no Congresso não tem apoio, mas todos sabem que no Congresso a maioria é de corrupto, então, como o bom vai ter apoio dos ruins? Não vai ter nunca.

Armas não são proibidas no Brasil, só têm acesso restrito, controlado, rastreado e justificado. O senhor acha mesmo que ampliar esse acesso ajudará no combate à violência, como querem Bolsonaro e seu pessoal?

“Quem estiver do lado dele (Bolsonaro), caso ele faça algo errado, não vai fazer como os que estão ao lado do Lula, que defendem todos os erros com unhas e dentes”

Não é só o pessoal do Bolsonaro quem defende isso. Eu e vários outros defendemos a revogação do Estatuto do Desarmamento. Sei bem que não é proibido o porte de arma, lógico que não. Só que nós todos combatemos a regra subjetiva. As objetivas, sabemos bem quais são: maioridade penal, aptidão técnica e psicológica etc.  Mas além disso o que impede hoje o acesso à arma é a questão subjetiva, ter que provar para o governo que precisa, pois é nesse momento que o cidadão não tem a arma. Queremos que tirem essa subjetividade da lei, porque cidadão de bem não precisa provar por que precisa: morrem 62 mil pessoas no Brasil todo ano pela violência. Não tem cabimento o cidadão de bem não poder comprar, mas o cara ruim sim, porque ele não vai fazer o teste, não vai passar pelas provas que você bem lembrou. É isso que queremos, tirar a subjetividade da lei, ter como comprar sem precisar provar algo subjetivo. Temos como exemplo os Estados Unidos e o acesso mais simples às armas.

Os EUA também têm e sempre tiveram, ao longo da história, com algumas variações, pelo menos cinco vezes menos assassinatos por armas de fogo do que o Brasil. Liberar mais armas para a população daqui, que se mata por briga de trânsito, time de futebol e discussão famliar ou no bar, não vai piorar ainda mais essa situação?

Não, não vai, porque há estudos que fizemos, em cima desses 62 mil por ano. Por incrível que pareça, o estado brasileiro com menos índice de mortes violentas é o de Santa Catarina, curiosamente é também o estado com mais número de portes de armas concedidos; onde tem armamento legal é aonde tem o menor índice de mortes por armas de fogo do país. É o estudo que eu uso. Só comparar com os EUA: número maior de armas legais e menor número de assassinatos; aqui, maior número de assassinatos e também de armamento ilegal. Paralelo a isso, defendemos maior rigor e controle na fronteira, para evitar o tráfico de armas, maior responsabilidade penal, para o cara que fizer mau uso ser obrigado a responder. Mas o cara, o cidadão de bem, se tiver uma lei que o autorize a ter arma, não vai agir assim. Se para ter a arma ele já teve que se atentar ao regimento, imagine depois? Ele quer seguir a lei, senão um cara desses já tinha comprado armamento ilegal.

Acervo Pessoal

Rafael Ranalli 1

Pré-candidato a deputado federal Rafael Ranalli com o deputado federal Eduardo Bolsonaro

O senhor acha mesmo possível comparar o nível educacional formal médio dos norte-americanos com o do Brasil?

Entendo o ponto de vista, mas só acho que, num primeiro momento, como dizemos no jargão policial, temos que estancar o sangramento. As pessoas estão morrendo muito, aos milhares. O investimento em educação dá resultado a médio e longo prazo, mas o que precisamos agora é defender a população, porque defendemos a tese de que o bandido só respeita o que ele teme. E hoje o bandido não tem medo de nada, hoje matam você mesmo entregando ou não tudo o que eles estão pedindo. As pessoas não estão tendo mais como se defender disso. Dou um exemplo: há um projeto que tramita no Senado que quer proibir a pessoa de andar até com faca. Ora, o problema não é a faca e o revólver ou qualquer arma em si, é quem faz uso dela, senão daqui a uns dias vão proibir até os carros, porque as pessoas podem atropelar umas às outras com eles. Temos que manter o rigor da lei, isso sim: se dirigir bêbado, vai preso; vagabundo que assalta a primeira vez sai logo depois de tornozeleira e fica tranquilo? Ele tem que aprender e saber que vai ser punido. Por isso que falo, num primeiro momento, tem que estancar a hemorragia, me baseio em números e repito: onde é maior o número de armas legais, é menor o número de mortos por armas de fogo.

Caso ganhe, como Bolsonaro vai fazer para governar sem maioria ou sequer representatividade no Congresso?

“O problema não é a faca e o revólver ou qualquer arma em si, é quem faz uso dela, senão daqui a uns dias vão proibir até os carros, porque as pessoas podem atropelar umas às outras com ele”

Você está perguntado o que eu vislumbro do pleito do ano que vem? Para mim, a renovação é inevitável, até porque, politicamente, nunca apoiei a reeleição, ou seja, acho que o quadro político tem que ser renovado sempre. O que as pessoas têm que entender é: se vamos votar no Bolsonaro, temos que ver pessoas que convergem com a ideia dele, não adianta votar em alguém do estilo de direita para a presidência e votar em um cara do estilo B, de viés mais socialista, de esquerda, para deputado ou senador. Acho que no ano que vem temos que mudar. E a população tem que estar consciente disso, não dá para mudar só o presidente. É mais ou menos como na casa da gente: a família é a tropa e essa tropa é o reflexo do comandante. Quando seu pai cuida da casa, ele toma conta, a casa costuma andar nos trilhos que seu pai dita, a mesma coisa imagino ser o presidente, andamos por um caminho hoje determinado pelo presidente que a gente teve. Acho que com Bolsonaro vão pensar: “agora a coisa é mais séria”. Paralelo a isso, uma Câmara Federal renovada, com esse espírito, acho que vai mudar sim muita coisa. Por isso a ideia é a mudança do código penal, para tentar ajudar a colocar ordem nos que estão aí, porque está tudo muito bagunçado.

Acreditar que um único homem vai melhorar o país não é crer, de novo, em um salvador da pátria, como já o foram Collor e depois Lula?

Como te respondi no começo, não vejo Bolsonaro nesse aspecto que você está falando, porque o que ele fez foi despertar na população o sentimento de civilidade e nacionalismo. Se você ver os apoios, eles nascem do povo para ele, porque o povo está cansado de ser roubado, de ser morto, de não ter o direito de se defender. E não digo, como dizem por aí, “só vai morrer pobre”. Não. É qualquer tipo de bandido. Sou policial federal, eu só prendo bandidos de bom poder aquisitivo, acha que não fico revoltado de prender o cara num dia e no outro ele estar solto, numa boa? Fez algo errado? Tem que ficar preso! Quanto à ideia de salvador da pátria para o Bolsonaro, isso nasce do povo para ele, ao ver o cara defender algo certo. Por isso que digo: quem estiver do lado dele, caso ele faça algo errado, não vai fazer como os que estão ao lado do Lula, que defendem todos os erros com unhas e dentes. Se fez errado, não importa quem foi que fez, se fui eu, se foi ele ou a Marisa. Fez errado? Tem que pagar.

Fonte: RDNEWS

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