Siga-nos nas redes sociais:

Vale a pena adotar a Tarifa Branca de energia?

“É preciso conhecer muito bem a sua capacidade de mudar hábitos de consumo de energia”, explica especialista 07/01/2018 - 10:52:58

Quem quiser adotar a Tarifa Branca de energia que entrou vigor este ano para unidades que têm um consumo médio mensal acima de 500 kWh nas redes de baixa tensão (abrangendo basicamente residências e pequenas empresas) precisa ficar muito atento a alguns fatores, sob o risco de acabar pagando mais caro pela energia do que os valores cobrados na tarifa convencional.

Afinal, se a Tarifa Branca é mais barata nos horários de menor consumo, passa a ser bem mais cara nos horários de ponta, quando o consumo é maior, no início da noite. O alerta é da gestora Comerc Energia, que calculou qual seria a economia máxima na conta de luz em cada capital do Brasil, caso os consumidores adotassem a Tarifa Branca.

O primeiro fator a se levar em conta diz respeito ao local em que sua unidade consumidora está localizada. “As vantagens da Tarifa Branca variam muito de lugar para lugar, em função do preço de energia cobrado pela distribuidora local”, Marcelo Ávila, vice-presidente da Comerc Energia.

O segundo elemento a ser considerado, e tão importante quanto, diz respeito à capacidade de mudar hábitos, evitando ao máximo o consumo de energia nos horários de pico, quando o valor cobrado pela energia na Tarifa Branca é bem mais alto do que o cobrado nos horários de menor demanda.

Campeã nacional

Segundo os cálculos da Comerc Energia, há capitais, como Fortaleza, em que a diferença entre a tarifa convencional e a Tarifa Branca cobrada nos horários fora do horário de pico de consumo chega a 21%. Em São Paulo, por exemplo, essa diferença é menor, mas continua interessante: 13%. Já, em Manaus e em João Pessoa, mesmo se uma unidade de consumo desligar todos os seus aparelhos e iluminação no horário de ponta, o máximo que poderá economizar adotando a Tarifa Branca será de 6%. “Esses 6% valem todo esse esforço?”, pergunta-se Ávila. “Só o próprio consumidor poderá avaliar isso”, afirma ele.

“É preciso conhecer muito bem a sua capacidade de mudar hábitos de consumo de energia”, explica o executivo. Segundo ele, em uma casa só com adultos, é viável que todos concordem usar o chuveiro elétrico – um dos grandes vilões dos gastos residenciais de energia - antes ou depois do horário de ponta, que varia conforme a distribuidora local. Em São Paulo, ele se estende das 17h30 às 20h30. Em Belo Horizonte, das 17h às 20h. “Mas se a família tem crianças que dormem cedo, talvez não seja possível abrir mão do banho quente à noite”, exemplifica.

Pequenas empresas

O mesmo raciocínio vale para as pequenas empresas. “Um escritório que fecha às 18h pode, tranquilamente, adotar a Tarifa Branca, pois terá o maior benefício dessa opção, pagando mais barato pela energia que consome durante o dia. Já, uma lanchonete que está aberta até às 22h, e precisa manter ligados o ar condicionado e os fornos elétricos, acabará pagando mais caro caso opte pela nova modalidade de tarifa de energia”, detalha Ávila. “Afinal, qual padeiro quer perder o cliente por não dispor de um pão quentinho assado na hora, ainda que seja à noite?”, questiona.

A recomendação de Ávila é que cada consumidor faça uma simulação do seu consumo de energia. “Algumas distribuidoras já prometeram oferecer a seus clientes programas de simulação do preço da energia sob o regime da Tarifa Branca, baseados no histórico de consumo de cada unidade consumidora de energia”, informa. “Com essas informações à mão, a decisão será muito mais acertada”, conclui ele.

Fonte: NOTICIAS AO MINUTO

Veja tambem

23/09/2018 | BLOQUEIO DE CELULARES, ANATEL

Celulares irregulares serão notificados a partir deste domingo

Bloqueio dos aparelhos começa em dezembro, usuários serão informados

22/09/2018 | GERAÇÃO DE EMPREGOS, MINISTÉRIO DO TRABALHO

País registra criação de 110 mil novas vagas de trabalho em agosto

Com os dados, o nível de estoque do emprego formal aumentou para 38,4 milhões

20/09/2018 | MERCADO FINANCEIRO

‘Bolsa de Mercadorias’: uma nova oportunidade para você

Associado da ABCZ pode adquirir o serviço ‘Desenvolvimento Rural Integrado’ com 15 % de desconto. A empresa que prestará o serviço é a Tac Force Assessoria Agropecuária Ltda.

19/09/2018 | MONITOR DO PIB, FGV, ECONOMIA

FGV: economia brasileira recuou 0,5% no trimestre encerrado em julho

Na comparação com o trimestre encerrado em julho de 2017, no entanto, houve um crescimento de 0,5%.

18/09/2018 | INVESTIMENTOS FGV FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS

Intenção de investimentos da indústria recua 3,1 pontos no trimestre

O indicador busca antecipar as tendências econômicas no país a partir da disseminação do ímpeto de investimento entre as indústrias.

17/09/2018 | ECONOMIA MOEDA

Mercado espera que dólar oscile principalmente entre 1° e 2° turnos

Especialistas projetam mais oscilação do dólar nas próximas semanas

16/09/2018 | MERCADO FINANCEIRO

Importadores reduzem compras em 30% com disparada do dólar

Moeda norte-americana atingiu a maior cotação desde o início do Plano Real

15/09/2018 | MERCADO FINANCEIRO

Após cotação recorde na véspera, dólar ronda patamar de R$ 4,20

Após cotação recorde na véspera, dólar ronda patamar de R$ 4,20

15/09/2018 | CORREIOS, INDENIZAÇÃO A CARTEIROS

Correios terão que pagar indenização por expor carteiros a insegurança

A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Cabe recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região.

14/09/2018 | ECONOMIA / MERCADO

Em visita ao Ceasa/MT, Leitão reitera compromisso com a agricultura familiar

Atualmente o Ceasa/MT é responsável pelo abastecimento da maior parte das redes supermercadistas de Cuiabá, Várzea Grande e região.

14/09/2018 | SEGURANÇA PÚBLICA

Estados perdem competitividade por causa de violência, aponta pesquisa

Na área de segurança pública, passou de 5º colocado (em 2015) para 20º (em 2018).

13/09/2018 | ECONOMIA VENDAS MERCADO

Setor de cachaça faturou mais de R$ 10 bilhões em 2017

No Dia Nacional da Cachaça, produtores pedem mudanças em impostos