Siga-nos nas redes sociais:

Selic deve ter última redução deste ciclo nesta semana

Copom se reúne na terça e Selic será anunciada na quarta-feira 13/05/2018 - 07:51:05

Com a inflação baixa, o mercado financeiro espera pelo último corte na taxa básica de juros (Selic) no atual ciclo de redução, na próxima quarta-feira (16). A terceira reunião do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), começa na terça-feira (15) e segue até o dia seguinte, quando será anunciada a taxa Selic.

Em março, o Copom reduziu a Selic pela décima segunda vez seguida, de 6,75% ao ano para 6,5% ao ano, o menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Na última reunião do Copom, o BC sinalizou que faria mais uma redução da Selic em maio e encerraria os cortes na taxa. O economista sênior da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, acredita que a taxa Selic terá mais um corte de 0,25 ponto percentual, nesta reunião, como indicado pelo BC em março. “Continuamos com a expectativa de mais uma queda de 0,25 ponto percentual, que vai ser a última, nesse nosso cenário. A situação ainda é confortável do ponto de vista da inflação”, disse Campos.

Campos citou que o índice de inflação está em patamar baixo, com recuos disseminados entre os setores e “desaceleração forte” no segmento de serviços. “Além disso, as expectativas continuam bem ancoradas, inclusive abaixo das metas, tanto para este ano, como para 2019. Isso dá condições para que o Banco Central confirme a sinalização que tinha dado na reunião passada de que promoveria mais um corte na reunião de maio”, acrescentou.

Ao definir a taxa Selic, o BC está mirando na meta de inflação, que é de 4,5% neste ano, com limite inferior de 3% e superior de 6%. Para 2019, a meta é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. De acordo com pesquisa do BC a instituições financeiras, a inflação deve fechar 2018 em 3,49% e 2019 em 4,03%.

Na última quinta-feira (10), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) chegou a 0,92% no resultado acumulado de janeiro a abril, a menor taxa para o período desde a implantação do Plano Real, em 1994.

Para Campos, a recente alta do dólar, que chegou a R$ 3,60, na sexta-feira (11), gera um efeito “um pouco menor do que normalmente observado” na inflação. Isso porque a economia ainda está em recuperação “lenta”, o que evita alta dos preços. “A ociosidade na economia, principalmente no mercado de trabalho, minimiza o tamanho do repasse [da alta do dólar para os preços]. O repasse existe, mas não o suficiente para mudar a inflação, este ano, bem abaixo da meta e em 2019, com perspectiva de inflação ligeiramente abaixo da meta”, disse.

“O câmbio é sempre um risco. Não só pode ser uma alta duradoura, como pode se intensificar dependendo do quatro político-eleitoral. A inflação tende a continuar baixa, sim. É claro que um estouro do câmbio lá na frente pode ter um efeito um pouco maior. Mas por enquanto é um cenário bastante confortável. Não é essa pressão atual [de alta do dólar] que levaria o Banco Central a mudar de ideia”, disse Campos.

Depois dessa redução da taxa neste mês, a expectativa é que a Selic permaneça em 6,25% ao ano até o final de 2018 e volte a subir em 2019. “Ao longo do segundo semestre do próximo ano, teremos uma recomposição de parte dessas quedas. Nosso número para o fim de 2019 é 7,75% ao ano, mas claro que isso vai depender muito do desfecho do quadro eleitoral e das escolhas que o próximo governo fizer. Esse é um cenário básico de continuidade da agenda econômica”, disse Campos.

O economista da Órama Investimentos, Alexandre Espírito Santo, também acredita que a recente alta do dólar não deve elevar a inflação e fazer com que o BC desista de reduzir os juros, neste mês. “Essa alta do dólar tem motivos muito específicos. Lá fora o dólar está forte no mercado internacional. Isso por conta da perspectiva da mudança da política do Banco Central americano [expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos, o que atrai dinheiro para economias avançadas, provocando a fuga de capitais financeiros de países emergentes, como o Brasil]. Existe um outro motivo que é o estresse no mercado da Argentina”, disse se referindo à crise no país vizinho, que recorrerá a empréstimo do Fundo Monetária Internacional (FMI) para reequilibrar a situação financeira. “E alguns investidores também estão saindo do país [do Brasil], nada muito grande. Isso aumenta a pressão sobre o dólar”, acrescentou.

“A inflação está muito comportada. Acredito que a Selic vai cair 0,25 ponto percentual e aí sim, o Banco Central vai parar, porque o intuito é colocar a inflação mais perto do centro da meta. A partir do ano que vem, o centro da meta muda”, disse Espírito Santo.

Fonte: Ag Brasil

Veja tambem

22/05/2018 | PARA CARROS ELÉTRICOS

MT abre 1º eletroposto por energia solar do país e tem 100 carros elétricos

1º eletroposto inaugurado em Cuiabá que vai abastecer veículos elétricos ou híbridos, que usam combustível ou eletricidade.

22/05/2018 | BRASILIA-DF

Presidente da Petrobras se reúne com Guardia e Moreira sobre preço de combustíveis nesta terça

A MP que extingue o Fundo Soberano entrará em vigor assim que for publicada, mas tem de ser aprovada posteriormente tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado.

21/05/2018 |

Pedidos de aposentadoria por telefone e internet começam hoje(21)

Atualmente, o Meu INSS tem mais de 7 milhões de usuários cadastrados e é acessível pelo computador ou celular.

21/05/2018 | ECONOMIA PRAZO

Convocados pelo INSS têm até esta segunda-feira para agendar perícia

A marcação deve ser feita por meio do telefone 135, das 7h às 22h

20/05/2018 | ECONOMIA CÂMBIO

Para conter alta do dólar, BC fará atuação extra nesta segunda-feira

Segundo nota divulgada pela autoridade monetária, serão ofertados 15 mil contratos adicionais de swap cambial no leilão realizado entre 9h30 e 9h40

19/05/2018 | ECONOMIA PREÇOS

Governo volta a falar em medidas para conter alta da gasolina

Diante da alta do preço do diesel, os caminhoneiros agendaram para a próxima segunda-feira (21) uma paralisação geral em todo o país

18/05/2018 | ECONOMIA MERCADO

Desalento recorde limita alta na taxa de desemprego, diz IBGE

O país encerrou o primeiro trimestre deste ano com 4,6 milhões de pessoas desempregadas

17/05/2018 | ECONOMIA MERCADO

Dólar vai a R$ 3,70 com exterior e após BC manter juro

Bolsa tem pior dia em 1 ano

17/05/2018 | ECONOMIA NOVIDADE

Aposentadoria pela internet será liberada em até 30 minutos

Aposentadoria pela internet será liberada em até 30 minutos

16/05/2018 | INSS

Aposentadoria por idade será aprovada por internet e telefone

Com a mudança, os trabalhadores só terão de comparecer ao local se houver alguma pendência no pedido

15/05/2018 | ECONOMIA ESPECIALISTAS

Missão chinesa vem ao Brasil ainda este mês vistoriar 84 frigoríficos

O anúncio ocorreu durante reunião entre o ministro do Comércio da China, Zhong Shan, e o ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Blairo Maggi

15/05/2018 | ECONOMIA META

Caixa fecha agências e vende imóveis de olho em lucro de R$ 9 bilhões

Serão encerradas atividades de cerca de 100 agências cujas operações são consideradas insustentáveis ou aquelas em endereços muito próximos