Siga-nos nas redes sociais:

Mercado espera que dólar oscile principalmente entre 1° e 2° turnos

Especialistas projetam mais oscilação do dólar nas próximas semanas 17/09/2018 - 08:24:01

Após os resultados das últimas pesquisas eleitorais, os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) são vistos pelo mercado financeiro como os mais prováveis em um eventual segundo turno. Agora, investidores começam a medir riscos no caso de vitória de cada um deles.

Especialistas projetam mais oscilação do dólar nas próximas semanas, com o pico de nervosismo entre o primeiro e o segundo turnos, quando a disputa entre esse dois candidatos, caso avancem para a reta final, deve se acirrar.

Na semana passada, a moeda chegou a bater R$ 4,20, fechando na sexta-feira (14) a R$ 4,1670, com uma alta acumulada de 1,51% no período.

"Um por cento na variação do preço de um ativo com liquidez internacional como o dólar, com risco emergente e com a questão local, não é nada", afirma Adriana Dupita, economista do Santander.

Na quinta (13), quando o dólar chegou aos R$ 4,20, não havia nenhuma notícia concreta no mercado a guiar a disparada da moeda. As explicações mais frequentes foram temores de avanço do petista nas intenções de voto e o receio sobre a saúde do líder, Bolsonaro, que passou por uma cirurgia de emergência decorrente de complicações do atentado à faca que sofreu.

O mercado ainda teria que esperar até a noite do dia seguinte para saber o resultado da última pesquisa Datafolha, que indicou a ascensão do capitão reformado, agora com 26% das intenções de voto. Haddad subiu de 9% para 13% da preferência dos eleitores, empatado com Ciro Gomes (PDT). Geraldo Alckmin (PSDB) ficou com 9% e Marina Silva (Rede), 8%.

O levantamento ouviu 2.820 eleitores, com uma margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR 05596/2018.

O UBS projeta que o dólar vai oscilar mais na segunda fase da disputa.

Tony Volpon, economista-chefe do banco, diz que Bolsonaro pode ter dificuldades em aprovar propostas no Congresso, apesar de ser parlamentar, porque tem comportamento de "outsider".

Já Haddad carrega a experiência do PT e não deveria enfrentar dificuldades. A questão é sua disposição em propor reformas. "O mercado tem dúvida se o partido se radicalizou após o impeachment [de Dilma Rousseff]", afirma Volpon.

O economista acrescenta ainda a dificuldade de comparar a disputa deste ano com eleições anteriores.

"É um erro olhar pra eleições passadas, erro que muita gente cometeu com Geraldo Alckmin [PSDB] em relação ao tempo de TV. Desde 2017 defendo que Bolsonaro seria muito competitivo por causa das redes sociais", diz.

A possibilidade de Alckmin crescer por causa do tempo de TV foi repetida à exaustão pelo mercado, que depositava no tucano esperanças de um presidente comprometido com reformas que consideram necessárias para o equilíbrio das contas públicas.

Agora, o mercado começa a abandonar essa esperança e flerta com Bolsonaro, apesar das incertezas. "Não é o grande pulo do gato pensar que haverá muita volatilidade no segundo turno", diz Volpon.

Para os especialistas, o fato de os índices econômicos no Brasil não estarem acompanhando as oscilações internacionais mostra que as peculiaridades do momento eleitoral têm prevalecido.

"O cenário internacional não tem ajudado muito, mas, na quinta [13], a Turquia subiu juros. Na sexta, foi a vez a da Rússia fazer o mesmo. Os mercados ficaram animados, mas o Brasil não seguiu essa tendência", diz Fernanda Consorte, estrategista de câmbio do Banco Ourinvest.

Além da incerteza doméstica, o Brasil é afetado pela turbulência em países emergentes desencadeada pelo processo de alta na taxa de juros nos EUA. Juros maiores lá tendem a fazer com que investidores migrem recursos antes aplicados em economias consideradas mais arriscadas.

Em dias em que o dólar se comporta diferente no Brasil, em relação a outros países, entram em jogo as nossas próprias mazelas, afirma Adriana, do Santander.

"Estamos há 20 dias das eleições e ninguém sabe quem vai ganhar. E independentemente de quem ganhar, não se sabe o que vai ser feito." 

Fonte: NOTICIAS AO MINUTO

Veja tambem

15/12/2018 | FRIGORÍFICOS E ABATEDOUROS

Abate de frangos cai 3,8% no 3º trimestre ante 3º tri de 2017, diz IBGE

Segundo o órgão, agosto teve o segundo maior volume de cabeças abatidas, atrás apenas de janeiro

15/12/2018 | VENDA DIRETA

Fazenda defende venda direta de etanol do produtor para os postos

Ontem (13), um grupo de trabalho da ANP concluiu não haver impedimento regulatório para a venda direta de etanol.

14/12/2018 | ECONOMIA

Mudanças tributárias podem render R$ 52,6 bi em três anos

Em seu cenário fiscal básico para os próximos anos, o Ministério da Fazenda considerou ser possível arrecadar, com novas mudanças na tributação, R$ 16,4 bilhões em 2020, R$ 17,5 bilhões em 2021, R$ 18,7 bilhões em 2022 – um total de R$ 52,6 bilhões em trê

13/12/2018 | ABONO SALARIAL, PIS, PAGAMENTO, SEXTO LOTE

Começa hoje pagamento do sexto lote do Abono Salarial PIS de 2017

Benefício será concedido a 1,7 milhão de trabalhadores

11/12/2018 | COPOM REUNIÃO SELIC BC BANCO CENTRAL

Começa hoje reunião do Copom; expectativa é de manutenção da Selic

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% em julho de 2015.

10/12/2018 | MERCADO FINANCEIRO, COTAÇÃO DO DÓLAR

Dólar tem quinta alta consecutiva e fecha o dia cotado a R$ 3,92

Índice B3 da Bovespa começa semana em baixa de 2,5%

09/12/2018 | ROYALTIES, PETRÓLEO

Queda do petróleo afetará pouco contas federais, diz especialista

Redução do preço internacional diminui pagamento de royalties

09/12/2018 | ECONOMIA APOSENTADORIA

INSS divulga datas para pagamento de benefícios

Novo calendário segue a sequência de anos anteriores, que antecipa em cinco dias úteis o início dos créditos para parte dos segurados com renda mensal de até um salário mínimo

09/12/2018 | SELIC BANCO CENTRAL

Copom realiza última reunião do ano, com expectativa de manter Selic

A expectativa de instituições financeiras é da taxa permanecer em 6,5%

07/12/2018 | ECONOMIA MOEDA AMERICANA

Dólar encerra semana em alta, valendo R$ 3,89

O dólar tem uma alta acumulada de 17,55% no ano

06/12/2018 | PETROBRAS REFINO PLANO DE NEGÓCIOS

Em novo plano, Petrobras focará no refino e redução de endividamento

Diretor diz ainda que plano é reflexo da estatal, e não de uma pessoa

04/12/2018 | DÓLAR BANCO CENTRAL BOVESPA

Dólar sobe e fecha em R$ 3,85, mesmo após intervenção do Banco Central

Depois de duas quedas seguidas, o dólar comercial registrou o maior fechamento em uma semana desde 27 de novembro.