Siga-nos nas redes sociais:

Brasil negocia cota maior para aço com os EUA

Segundo fontes do governo, essa é uma das poucas alternativas que restam, depois que os americanos colocaram apenas duas alternativas sobre a mesa: cota ou sobretaxa 02/05/2018 - 07:33:54

O governo brasileiro avalia negociar com os Estados Unidos alterações no cálculo das cotas de exportação de aço e alumínio para diminuir prejuízos ao comércio por causa das sobretaxas de 25% sobre o aço e de 10% sobre o alumínio anunciadas em março. Segundo fontes do governo, essa é uma das poucas alternativas que restam, depois que os americanos colocaram apenas duas alternativas sobre a mesa: cota ou sobretaxa.

As duas opções são consideradas ruins pelo governo e pelo mercado. A cota é uma forma de limitar as exportações estabelecendo volumes máximos a serem embarcados para os EUA. Já a sobretaxa eleva o valor pago pelo importador americano, o que pode inviabilizar as vendas para aquele mercado. O Brasil vinha defendendo, nas negociações, que não deveria sofrer nenhum tipo de restrição no comércio dos dois produtos. O principal argumento é que 80% do aço exportado para os EUA é semiacabado, ou seja, insumo para a indústria local. Os negociadores vinham nessa queda de braço até que, na última sexta-feira, os americanos avisaram que não havia mais tempo para negociação e que o País precisaria escolher entre cota ou sobretaxa. No fim da noite de segunda-feira, quando terminou o prazo dado por ele próprio para a conclusão das negociações com os países afetados pela sobretaxa, o presidente Donald Trump disse que havia fechado um acordo "em princípio" com o Brasil e que seriam necessários mais alguns dias para negociar detalhes.

Muito provavelmente, Trump se referia às cotas que eles propuseram ao Brasil e sobre as quais não tiveram resposta positiva. Mas, fora desse cardápio, aparentemente não há muitas opções, admitem fontes. Uma possibilidade seria questionar a medida norte-americana na Organização Mundial do Comércio (OMC). Não há decisão de governo quanto a isso.

"Precisamos esperar para ver como fica", disse ontem ao Estado o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Milton Rego. Ele confirmou que havia as duas opções sobre a mesa, mas não está seguro sobre o que acontecerá, agora que os Estados Unidos decidiram prorrogar o prazo das negociações.

No caso do setor de alumínio, a proposta americana era uma cota baseada na média das exportações dos últimos cinco anos. Esse volume, disse o executivo, não é suficiente nem para cumprir as vendas que já foram contratadas para este ano. Além disso, a cota proposta por eles é do tipo "hard", além da qual não se pode exportar mais nada. Por isso, segundo fontes, o setor tendia a optar pela sobretaxa. Rego não confirmou. Ele prefere esperar para ver se haverá alguma alteração na proposta americana.

Posição

Para o aço, a sobretaxa de 25% praticamente inviabiliza as vendas, segundo declarou várias vezes o presidente executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo Mello Lopes. A entidade só deve se posicionar sobre o caso hoje. Também hoje, os ministérios das Relações Exteriores e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços deverão divulgar nota conjunta.Fontes ligadas ao governo informaram que, no caso dos produtos siderúrgicos, as cotas serão calculadas sobre a média exportada de 2015, 2016 e 2017, anos que foram ruins para o comércio exterior. Ou seja, são cotas baixas.

É nesse ponto que os técnicos acreditam haver espaço para negociação. Enquanto o Brasil ainda avalia o que fazer, a Argentina anunciou haver alcançado um acordo definitivo com os Estados Unidos, segundo o jornal Clarín. Ela ficará livre das sobretaxas, mas observará cotas para suas exportações. Porém, diferente do que ocorreu com a Coreia, que aceitou cotas cujo resultado foi um corte nas vendas de 30%, a Argentina diz ter conseguido uma cota de 180 mil toneladas de aço, 35% superior à média dos últimos três anos. Para alumínio, serão 130 mil toneladas, o que corresponde à média dos últimos três anos.

Fonte: NOTICIAS AO MINUTO

Veja tambem

20/08/2018 | ECONOMIA MERCADO FINANCEIRO

Dólar ultrapassa R$ 3,97 com nervosismo por pesquisas eleitorais

Siderúrgicas mantêm Ibovespa em leve alta, alinhado com exterior

20/08/2018 | SEM POLUIÇÃO

Brasil pode usar energia solar em motores de embarcações

Além de diminuírem a emissão de gases, esses motores são menos poluentes.

19/08/2018 | ECONOMIA DESAFIOS

Saiba qual cenário econômico espera o próximo presidente

Rombo nas contas públicas, baixo crescimento do PIB e altas taxas de desemprego preocupam

18/08/2018 | TETO DE GASTOS PRODUTORES RURAIS

Aumento de benefícios a produtor rural pode ser vetado, diz secretário

A arrecadação de julho foi "muito boa", mas o orçamento federal continua limitado pela regra do teto de gastos

17/08/2018 | APLICATIVO PROCESSOS DIGITAIS

Receita Federal lança aplicativo para consulta de processos

A ferramenta também permite receber alertas em tempo real sobre o andamento de processos.

16/08/2018 | ECONOMIA / CONTA DE LUZ PREÇO JUSTO

Ministro volta a defender preço "justo" nas contas de luz

Ministro volta a defender preço "justo" nas contas de luz

15/08/2018 | AGRO INDUSTRIAL

Mato Grosso: Abate de gado cresce 7,45%

O Indea Mato Grosso divulgou, semana passada, os dados de abate dos bovinos mato-grossenses

15/08/2018 | IMPOSTO DE RENDA IR RECEITA

Contribuinte que está no 3º lote do IR 2018 recebe hoje restituição

O lote inclui restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2017.

14/08/2018 | ECONOMIA LIRA TURCA

Entenda a crise da moeda turca e como ela afeta o Brasil

Lira turca se recupera e dá alívio a emergentes; dólar recua para R$ 3,87

14/08/2018 | PIS/PASEP COTAS SAQUE

Trabalhadores de todas as idades já podem sacar cotas do Pis/Pasep

O prazo ficará aberto até 28 de setembro.

13/08/2018 | ECONOMIA DIREITO

PIS/Pasep começa a ser liberado aos mais jovens nesta terça-feira

Benefício está disponível para pessoas que trabalharam de 1971 a 1988 com a carteira assinada

13/08/2018 | BRASIL

Guerra comercial entre potências econômicas pode apresentar riscos ao agronegócio brasileiro a longo prazo

Avaliação foi debatida no Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela ABAG - Associação Brasileira do Agronegócio e B3 - Brasil Bolsa Balcão nesta segunda (6/8), em São Paulo